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Como emulsionar telas
TÉCNICAS DE EMULSIONAR
As emulsões diretas possuem diversas qualidades. Para usá-las proveitosamente é necessário um entendimento básico de como colocar as camadas de emulsão sobre a tela antes da exposição.
As emulsões diretas oferecem qualidade na impressão, resistência mecânica, resistência à água e solventes, e tudo de uma vez. Para usar essas qualidades proveitosamente é necessário um entendimento básico de como colocar as camadas de emulsão sobre a tela antes da exposição. Seguindo os seguintes passos você obterá sucesso.

Comece com uma tela limpa

Uma recuperação e desengorduramento apropriados são sempre as primeiras etapas para se emulsionar uma tela. Tudo que for deixado na tela é um contaminante: incluindo a gordura. A contaminação entre a tela e a emulsão é um potencial para a falha da emulsão quando a barra do rodo se friccionar através da tela durante a impressão. Você terá que voltar para a sala de preparação do quadro e olhar para áreas que podem não estar aceitáveis no seu processo.

Um dos lugares mais comuns para encontrar uma contaminação na impressão é durante o desengorduramento. Se você usa um lavador de pressão durante o desengorduramento as chances são altas de que o borrifo de água atingindo o tanque de lavagem respingue de volta na tela trazendo sujeira. Se você tira a tinta, recupera a tela e desengordura no mesmo tanque, tudo o que você quer remover da tela pode voltar para ela no final.

Para evitar este “retorno” use um desengordurante de alta qualidade com ação de espuma. Enxágüe a tela com um alto volume de água e sem pressão. Isto será como água correndo de uma mangueira de jardim sem a biqueira. Enxágüe até que a tela esteja livre de bolhas e a água escorra sem gotas e falhas, formando um lençol uniforme.

Se a água não formar um lençol uniforme sobre a tela, torne a desengordurar. Se isto não melhorar o lençol de água na tela, você necessitará uma combinação de um removedor abrasivo efetivo e limpador de tela antes de desengordurar, para remover resíduos de impressão que ficaram na tela (imagem fantasma).

Uma outra área em que é comum de se ver resíduos numa tela são os que aparecem durante a colocação da emulsão e é ocasionado por água e outros produtos que se acumulam nos perfis de um quadro auto tensionável. Geralmente pequenos problemas se tornam maiores quando a tela é seca na posição errada, para cima. Água e contaminantes presos nos perfis aparecem na tela depois do desengorduramento. Os contaminantes secam na tela e interferem na boa adesão entre a tela e a emulsão. Por esta razão, sempre lave bem o quadro, e deixe secar com a tela paralela ao piso, na horizontal, depois do desengorduramento.

Não friccione

Friccionar a tela com produto abrasivo só é necessário quando se usa o método de filme capilar. Há duas razões principais para não fazer isso. A primeira é que você diminui a vida útil da tela pela redução do diâmetro do fio. A segunda é que você diminui a eficiência da transferência da tinta.

Porque a superfície do fio se torna efetivamente maior, a tinta agarra nos fios da mesma maneira que o filme capilar se agarra melhor. Isto significa que menos tinta disponível na tela será transferida para o substrato. Com a mesma tela você não será capaz de imprimir uma cópia tão bem como se fosse de outra maneira.

Só há uma razão para se usar filme capilar hoje em dia: telas pequenas podem ser feitas mais rápido. Todos os outros argumentos sobre qualidade não se mantêm quando comparados com o uso apropriado das emulsões diretas.

Os parâmetros do estêncil

A lista de serviços que um estêncil desempenha normalmente inclui o seguinte:

A) Duplicar a imagem do filme - A função é definida por termos como: definição das bordas, ponte na malha, resolução. Estas características variam dramaticamente para cada emulsão devido a vários fatores relativos à técnica de emulsionar e exposição, bem como as qualidades químicas da emulsão. Vamos falar de como a técnica de emulsionar as afeta.

B) Criar uma camada (Rz) - A popularidade do filme capilar é parcialmente devido a se obter a boa camada superficial do que a emulsão formada pela aplicação. O estudo do valor Rz (medida da rugosidade da superfície) e como conseguir controlar esses valores para substratos diferentes popularizou a emulsão direta para aplicações de impressão de alta qualidade.

Medição da Rugosidade

Basicamente, quanto menor o número, mais lisa é a superfície, e consequentemente um melhor substrato e melhor matriz. A técnica de aplicação permite ao usuário da emulsão direta aperfeiçoar o RZ para cada tipo de substrato. Isto é necessário para uma impressão perfeita em qualquer substrato e não é uma opção para usar os filmes capilares.

C) Emulsão sobre a malha - Um simples fato é que não se pode passar tinta através de um fio, tendo uma quantidade de emulsão sobre a malha, ou vedando a malha, o que é crítico para a impressão de detalhes finos, e evitar o “dente de serra”.

Uma maneira para definir os detalhes finos é: em qualquer arte os detalhes finos se aproximam de dois fios e duas aberturas de malha de largura para qualquer malha escolhida. Você pode testar isto colocando a arte final sobre a tela e olhar com um microscópio ou lente de aumento de 30 vezes.

Se seus menores pontos e linhas finas não são muito maiores do que dois diâmetros de fio mais duas aberturas de malha, então você tem detalhes finos. Se você não tem emulsão suficiente sobre a malha os fios vão criar depressões no estêncil. Em impressão de meio tom, isto resulta em perda de pontos pois o ponto será cortado em peças pelos fios.

É necessário mesmo em impressões gerais, manter a correta quantidade de emulsão sobre a malha (EOM) para uma impressão de qualidade. Tomemos o exemplo de uma impressão de tinta branca opaca sobre um plástico de acrílico preto. O impressor selecionou uma malha de 156 fios T para conseguir um depósito de tinta apropriado. Mas quando o trabalho foi impresso, o resultado final tinha bordas com efeito de “dente de serra” ou de “degraus”.

Se o OEM for muito baixo, os fios não se separam do substrato corretamente durante a impressão. Os fios bloqueiam a passagem da tinta ocasionando um efeito que nós conhecemos como “dente de serra”.

Neste exemplo, é como se a matriz tivesse um índice Rz de valor muito alto. Ambos, alto valor Rz e baixo valor EOM são o resultado de uma técnica de emulsionar pobre. Uma camada pobre deixa a tinta vazar pelos “vales” do estêncil. Isto resulta em ganho de pontos. O efeito “dente de serra” ocasionado pelo baixo valor EOM resulta em perda de ponto. O impressor nunca terá a chance de produzir uma impressão com uma borda afiada e limpa. Estas interações são comuns. Técnica de emulsionamento adequada permite ao serigrafista ajustar os parâmetros da matriz para um estêncil perfeito todo o tempo.

Revestimento úmido sobre úmido

Criar a base de emulsão sobre a tela é conhecida como revestimento úmido-sobre-úmido. Cada passe sucessivo do aplicador coloca emulsão sobre emulsão que ainda está úmida sobre a tela.

A Primeira regra é: Revestimento úmido sobre úmido acumula emulsão no lado da tela oposto ao lado de aplicação.

Para a maioria dos tipos de tela você fará toda aplicação da emulsão úmida sobre úmida com um aplicador de borda arredondada. Sempre comece a aplicação da emulsão no lado da impressão do quadro, coloque quantas camadas forem necessárias para que a emulsão do lado interno do quadro fique visivelmente brilhante. O propósito disto é retirar todas as bolhas que podem ficar presas nas aberturas da tela. O ar deixado entre as malhas da tela podem causar defeitos na qualidade, ou os chamados “pin holes” (olho de peixe) na impressão.

A segunda regra é: Malhas mais finas requerem mais aplicações de camadas do que malhas mais grossas.

Esta dica visual do brilho no lado do rodo do quadro é um bom indicador da aplicação da emulsão com um mínimo valor EOM. A tela regula o fluxo de emulsão da mesma maneira que a tela regula a quantidade de tinta que passa para o substrato.

Com a diminuição da porcentagem de área aberta de uma tela, restringimos a passagem da emulsão. Por exemplo, uma tela de 390 fios por polegada e diâmetro de fio de 33 microns, pode requerer 3 camadas de emulsão no lado de impressão do quadro seguida de 2 camadas no lado do rodo, para obter uma camada com EOM de 5 microns. Uma tela de 390 fpp e diâmetro de fio de 27 microns pode-se conseguir um EOM de 9 microns com uma camada do lado da impressão e uma camada do lado do rodo. Como o número da malha é o mesmo, a tela com o fio de 27 microns tem muito mais superfície aberta e menor resistência ao fluxo da emulsão ocasionando uma melhor e mais fácil colocação da emulsão.

Observando a ocorrência do brilho no lado do rodo vemos o momento exato que a emulsão preencheu completamente a malha da tela. Cada passagem do aplicador depois desse ponto causa o crescimento do valor EOM. Esta mudança da espessura é absolutamente previsível.

Para continuar aumentando o valor EOM simplesmente vire o quadro e aplique a emulsão do lado do rodo. Cada passe com o aplicador continuará a aumentar a espessura da emulsão úmida através da malha. Claro que, o quanto vai aumentar esse valor depende também de outros fatores; um deles é o desenho do aplicador.

Secagem da camada base

A camada base de emulsão é então secada com o lado da impressão para baixo e o lado do rodo para cima. Isto deixa a gravidade puxar a emulsão para o lado da impressão da tela quando você quiser. Não somente vai aumentar o valor EOM, como diminuirá o valor Rz.

Desenho do Aplicador

A forma da borda do aplicador tem uma grande influência na quantidade de emulsão que é depositada em cada passe do aplicador. È necessário usar um aplicador com borda arredondada (aprox. 1/8 de polegada) no método úmido sobre úmido que tem grande influência no crescimento do valor EOM. De fato, um aplicador com borda afiada deixa muito pouca emulsão em cada passe e serão necessárias muitas camadas para se conseguir o valor EOM desejado.

Crescimento comum do valor EOM com um aplicador de borda redonda no emulsionamento úmido sobre úmido:

Crescimento da camada: 2+1: 4 microns; 2+2: 12 microns; 2+3: 19 microns; 2+4: 24 microns

Crescimento comum do valor EOM com um aplicador de borda afiada no emulsionamento úmido sobre úmido:

Crescimento da camada: 2+1: 3microns; 2+2: 4 microns; 2+3: 5 microns; 2+4: 5 microns

A terceira regra é: O desenho do aplicador parcialmente determina os resultados.

Mantenha EMULSÃO SUFICIENTE no aplicador

A força motriz para forçar a emulsão através da malha é encher o aplicador. Se o nível de emulsão varia, também varia o resultado. Se você tem quadros grandes, encha o aplicador cada vez que começar a aplicar em um novo quadro para manter a espessura da camada de emulsão regular e consistente.

Para detalhes, estêncil fino

Todos os estênceis devem ter um valor EOM específico de cada trabalho. Mas um estêncil também pode ser grosso. Para imprimir tinta a espessura do estêncil deverá ser de no máximo 20% da espessura da tela. Se a tela é recoberta com o sistema de aplicação úmido sobre úmido, isto produzirá um estêncil com um valor Rz razoável.

Para imprimir detalhes, o valor EOM não deve exceder 10% da espessura da tela. Se o estêncil ficar mais grosso, isto faz a transferência da tinta ser mais difícil. Para uma impressão excelente na maioria dos substratos, os estênceis precisam ter um valor de RZ também baixo (aprox. 6 microns).

Considere o valor Rz enquanto coloca a emulsão

Recobrimento úmido sobre úmido tem uma segunda vantagem que abaixa o valor Rz enquanto se aplica. Infelizmente, impressores que confiam muito no recobrimento úmido sobre úmido podem produzir estênceis muito grossos antes de conseguir um valor Rz aceitável.

A Quarta regra é: Mantenha uma espessura fina da camada de emulsão com um baixo valor Rz para detalhes finos.

Recobrimento da face

O recobrimento da face é aplicado com o propósito de nivelar a matriz para reduzir o valor Rz. Quando o recobrimento da face é feito com um aplicador de borda afiada, tem a vantagem de abaixar o valor Rz com uma mudança de espessura do estêncil muito pequena (comumente, menos de um mícron por passagem). Isto é feito no lado da impressão da tela. Isto acontece porque o aplicador corre sobre os pontos mais altos da face do estêncil e deixa a emulsão somente nas partes mais baixas. Com a combinação das aplicações úmido sobre úmido mais o recobrimento da face no lado de impressão da tela, o impressor tem a oportunidade de ajustar o estêncil para qualquer substrato e para qualquer tipo de impressão.

A quinta regra é: Use a combinação das técnicas de úmido sobre úmido e do revestimento da face para obter um estêncil fino e com baixo valor Rz.

Crescer em CONSISTÊNCIA

Construa sua área de aplicação de forma que seu pessoal possa ter uma aplicação consistente. É importante que a tela esteja no mesmo ângulo cada vez que é emulsionada. Uma mesa de aplicação adequada funciona melhor para isto. As aplicações devem ser feitas na mesma velocidade. Se a velocidade aumenta ou diminui, haverá mais ou menos emulsão depositada na tela. Mantenha o mesmo ângulo do aplicador. Mudanças neste ângulo mudam a quantidade de emulsão depositada na malha. O ideal é usar uma máquina automática de emulsionar para se conseguir uma espessura constante de quadro para quadro.

A sexta regra é: Seque o quadro com o lado da impressão para baixo e o lado do rodo para cima.

Conclusão

Recobrimento úmido sobre úmido funciona para a maioria das aplicações. Conhecer quando e como o uso da combinação úmido sobre úmido e recobrimento frontal pode proporcionar um estêncil perfeito para a impressão.

Siga estas simples etapas e você será recompensado com matrizes de qualidade consistentes.

 
Fonte: O Serigráfico - Edição N° 179 - Março/2011
Traduzido do Boletim da KIWO por Sylvio B. Mraz / Texto cedido pela Sefar Printing Solutions

 

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